Fiz uma arrumação no meu escritório.

Nas entranhas daqueles armários havia histórias de estudos e trabalhos. Fazia tempo que não passeava por aqueles becos.

A arrumação já finalizada trouxe uma revelação importante!

Após revisitar diversas etapas – estudos e cursos passados, trabalhos que foram significativos, publicações que fazem parte do meu portfólio e papeladas que foram recicladas – notei que alguns textos que escrevi numa determinada época, trabalho que não teve longa duração, tinham ganhado certa idealização na minha memória.

Mas, quando olhei as diversas anotações, pesquisas e entrevistas feitas para elaborar aqueles textos, notei que eu precisava seguir muitas regras, havia pouca liberdade criativa ou mesmo autonomia para aquele tipo de escrita.

E então – Eureka! – percebi o quanto eu estava idealizando aquela fase de trabalho e que o meu trabalho de hoje tem ingredientes pra lá de especiais que eu não estava atentando de forma consciente.

Os freelas em educação e meio ambiente, que são o forte na soma palavra e forma, geram a oportunidade de conhecer projetos com uma força transformadora que têm uma linha direta com as coisas que acredito. Propiciam, ainda, a liberdade de exercitar uma escrita e um olhar poéticos sobre mudanças positivas da sociedade. Quem diria que reciclar alguns papéis teria o efeito terapêutico de passar a limpo as memórias? Valeu adentrar as entranhas de madeira. Não pretendo demorar para revisitar aqueles becos – que logo vão se enchendo de novas histórias. Ainda bem!

Sibélia Zanon | Agência de comunicação soma palavra e forma: encantada por boas descobertas

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