Numa roda de ciranda

“O mar estava tão belo
E um peixe amarelo
Eu vi navegar

Não era peixe não era
Era Iemanjá, Rainha
Dançando a ciranda, ciranda
No meio do mar, ciranda.”

(autor desconhecido)

Em algumas situações vivenciei dinâmicas de roda de ciranda em que o canto, a dança, a improvisação, a criatividade e o lúdico trouxeram encantamento e uma oportunidade de convivência para discutir questões socioambientais.

O grande pano azul flutua pelo ar nas mãos do grupo na roda de ciranda – o peixe amarelo, no centro do pano, convida para refletir sobre as questões que afligem o coração: a poluição das águas, o assoreamento dos rios, o tombar das matas… as questões sociais, o planeta em colapso.

Nessa grande roda de ciranda, a energia é pulsante. O compasso, marcado pela música, canta o abre a roda, o folclore, as cantigas sobre águas, matas, bichos… 

O movimento circular incentiva a busca por mudanças. Mudanças que começam no interior de cada um. Num fluxo crescente, o pano azul conecta todos os sentidos com a energia do bem querer, do mundo melhor, da vida pulsante em pura gratidão.

Indaia Emília | Agência de comunicação soma palavra e forma: lá, onde a transformação pode começar numa roda de ciranda.

O que nos molda?

“Para mim só existe um caminho, o caminho do coração. E nele eu viajo, viajo, olhando, olhando… sem fôlego.” Carlos Castañeda

O movimento para divulgar as mudanças climáticas gerado por Greta Thunberg, ativista sueca de 16 anos, reacendeu minhas memórias de infância e adolescência.

Na década de 70, filhotes de focas eram massacradas pela indústria da moda. Logo em seguida, as baleias sofriam com a caça predatória. Lembro das imagens dos bebês focas recortadas de jornais e revistas e coladas, formando um mosaico na guarda da minha cama.

Meus pais incentivavam a participação das quatro filhas nas lutas pela preservação. Escrevíamos cartas para os jornais, mobilizávamos outras crianças na escola e fazíamos abaixo-assinados, encaminhando para as autoridades. Eram as ferramentas que tínhamos em mãos.

Já adulta, militei numa ONG socioambiental por muitos anos. Lá aprendi que o pequeno pode ser grande. Aprendi outras lições complexas também. Tive meus conhecimentos e apreço pela natureza multiplicados.

Continuo pensando em nossas convicções e ações… em tudo aquilo que nos molda como seres humanos. Quais são as sementes que escolhemos lançar no universo?

Indaia Emília | Agência de comunicação soma palavra e forma: apaixonada por iniciativas transformadoras

somar para ser +

“Pois eu digo que os primeiros químicos foram os cozinheiros! A cozinha é um laboratório onde o fogo separa as coisas que estão juntas e ajunta as coisas que estão separadas.”

Rubem Alves – Vamos construir uma casa? – Doze lições para a educação dos sentidos

É verdade que não estamos abrindo uma confeitaria.

soma – palavra e forma é o novo nome da agência Indaia Emília Comunicação e Design Gráfico, no mercado desde 2001.

Há uma união metafórica entre o fazer com os ingredientes e o fazer com as palavras.

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