“Sagas, lendas, tradições, histórias, contos são a quinta-essência dos povos e compõem a história do mundo e dos variados saberes. As palavras estão conosco desde sempre: como gemido, grito, fonia, voz. Elas, primeiro orais e depois escritas, contam a saga da viagem, ficam e constroem a memória de mulheres e homens que não se conformam em perder a vida, tentando converter o temporário em eterno.”

Raul Hermano Osório Vargas

 

Já pensou que as palavras contam histórias além das próprias histórias? Além do recado que pretendem passar, elas falam sobre uma época, sobre uma cultura, sobre as lentes de entender o mundo em um determinado momento histórico.

E dentro de cada trajetória de vida particular? Nossos registros escritos podem nos ajudar a refletir sobre quem somos, sobre nossas práticas e sobre o que queremos. Quem nunca teve um diário soterrado no fundo de uma gaveta? Ou talvez reflexões sobre questões profissionais aguardando por serem revisitadas?

A importância da escrita vai além daquilo que ela captura no momento. O registro escrito pode servir como base para a ressignificação de acontecimentos, de valores, de ações e pode, então, se concretizar em mola propulsora de transformação.

Às vezes, quando falamos em voz alta sobre um acontecimento, passamos a entendê-lo de outra forma. A mesma coisa acontece quando elaboramos uma realidade com palavras escritas. Elas podem nos guiar por novas percepções.

Escrever pode servir para: comunicar uma ideia, compartilhar um desejo, lembrar uma felicidade, desabafar uma dor, poder repetir uma receita, ajudar a entender uma angústia, fazer arte, ser base de reflexão para toda inquietação.

Como estão os seus registros? Que instrumentos você usa, além da máquina fotográfica?

 

Sibélia Zanon

jornalista pós-graduada em Jornalismo Literário

Autor

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