“Nós, humanos, pertencemos uns aos outros, mas não da maneira dos fanáticos , e não da maneira comercialmente infantil. Pertencemos uns aos outros no sentido às vezes atingido na boa literatura: no dom da curiosidade, na aptidão para imaginar a vida na pele de cada um dos outros. E depois o momento de graça, o momento metaforicamente judaico no qual traduzimos nossas profundas diferenças individuais no milagre das pontes construídas por palavras.”

Amós Oz

O tom do texto e o tom da voz são poderes paralelos, que vão além do significado da palavra e podem ajudar na construção de pontes ou, então, no erguimento de barreiras, na efetividade da comunicação ou na rejeição do receptor. Pensar no poder das pontes faz com que pensemos com mais cuidado na seguinte escolha: que tom queremos para a nossa comunicação?

Desenvolver a aptidão para imaginar a vida na pele de cada um dos outros é um gesto de empatia, de compreensão, mas também um passo na busca da efetividade da comunicação. Um discurso carrega impresso em si a história daquele que fala e também a sua intenção. Quando lapidado, carrega em si as palavras certas, capazes de construir uma conexão com o outro. Uma ponte para um outro coração, para uma outra história, para um novo encontro.

Se o caos se insinua em qualquer situação, o valor do uso de palavras-ponte torna-se ainda maior. Elas permanecem como milagres disponíveis, milagres ao alcance de ricos mortais. Ricos em curiosidade pelo outro, ricos em capacidade de percepção do outro, ricos na disposição de dar a palavra-aconchego. Ricos porque quem dá palavra-generosidade, recebe palavra-bênção em troca.

 Em 2019, a Soma palavra e forma quer continuar construindo pontes junto com você!

“Uma palavra caída

das montanhas dos instantes

desmancha todos os mares

e une as terras mais distantes…”

Cecília Meireles

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