“O questionamento dos textos meramente informativos começa cedo, quando os comunicadores sociais percebem que despachos curtos não são suficientes para transmitir a dramaticidade de conflitos domésticos ou, certamente, de uma guerra.”

Monica Martinez

Há muitas formas de comunicar algo.

Edi Fonseca, vestida com cores sóbrias e um colar de crochê, chegou para contar a história em um cenário previamente montado.

Ou:

 O colar não tagarelava pela sala, mas ele era um verdadeiro dedo-duro. Era como a prova do crime no filme policial ou a palavra sublime na poesia. Não interessa aqui dizer que ele era construído com nove argolas, nem tampouco contar que era feito de crochê. Isso porque partes isoladas não traduzem a magia. Cada um constrói a sua magia de modo singular. No caso de Edi Fonseca, a magia se dá por uma fusão de palavras, gestos, objetos e… olhos. Ah, os olhos!

Vestida com cores sóbrias, como quem não quer dar pistas – e por isso a relevância do colar! – Edi surge em um cenário previamente montado.

A objetividade é uma virtude.

Mas nem sempre a brevidade ou os despachos curtos conseguem transmitir a amplitude de uma situação.

A informação afastada de sua ambientação e conjuntura pode fazer um acontecimento complexo transformar-se em mais um número para constar nas estatísticas.

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